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Alimentos, dietas e suplementos

 

 

Uma das primeiras atividades científicas do XXVIII Congresso da SOCESP foi a mesa-redonda Nutrição, Álcool, Café e Suplementos, que reuniu os médicos Carlos Daniel Magnoni e Silmara Regina Coimbra com as nutricionistas Roberta Lara Cassani, Rosana Perim e Cyntia Carla da Silva.

 

Café

 

Rosana Perim, mestre em Nutrição pela Unifesp e gerente de Nutrição do Hospital do Coração, falou dos benefícios do café à saúde, em especial, ao sistema cardiovascular. “O café desperta interesse entre os cientistas porque é consumido no mundo todo, nas mais diversas formas", explicou a nutricionista.

 

A cafeína contribui para a redução das gorduras no sangue e da diabetes. Além disso, apesar dos mitos, estudos comprovam que não tem impacto significativo sobre a pressão arterial e nem provoca câncer.

 

“O café tem que ser considerado coadjuvante de uma dieta saudável e de hábitos de vida saudáveis que devem incluir atividade física, não fumar e manter o peso ideal”, destacou Rosana Perim.

 

Vinho

 

A Dra. Silma Coimbra, médica do Incor, falou do consumo de vinho como fator de proteção cardiovascular. Estudos mostram que o vinho também contribui para reduzir o colesterol e a resistência à insulina, bem como a pressão arterial.

 

O vinho também traz benefícios para outras partes do organismo, além do sistema cardiovascular, como redução da degeneração macular senil, menor incidência de Doença de Alzheimer e de hiperplasia da Próstata.

 

“Ao se considerar o vinho como parte da dieta, é preciso lembrar de seus efeitos negativos, como o alcoolismo e o consumo de calorias”, destaca a médica. Além disso, também deve ser considerado como coadjuvante em uma alimentação e uma vida saudável, em doses adequadas.

 

Dietas

 

Roberta Cassani, especialista em Nutrição pela SOCESP e doutoranda pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, enfatizou que não existe dieta milagrosa, que é importante individualizar a dieta e somá-la a outras medidas, como atividade física e fim do tabagismo. “Com a reeducação alimentar perde-se peso lentamente, mas de forma segura”, alertou.

 

Suplementos

 

O Dr. Carlos Daniel Magnoni, diretor do Instituto de Metabolismo, falou da importância de usar suplementos alimentares em pacientes internados como meio para garantir o consumo de nutrientes essenciais, prevenção de alergia e intolerância, e para melhorar a capacidade funcional da pessoa.

 

Também mostrou que os estudos não comprovam os benefícios das vitaminas sintéticas e garantiu que o segredo está na alimentação e não na suplementação.

 

Exemplo

 

A Diretora do Departamento de Nutrição da SOCESP, Cyntia Silva, falou das etapas de mudança de comportamento da pessoa e deu um recado importante: “O profissional da saúde deve ser exemplo de uma vida saudável. A melhor forma de educar é pelo exemplo”.

 

Padrão de alimentação do brasileiro

 

Profissionais de diversas áreas se reuniram no simpósio Qual o padrão de alimentação do brasileiro? Segundo a palestrante Liliana Paula Bricarello, vice-diretora do Departamento de Nutrição da SOCESP, o objetivo foi apontar os benefícios e as conseqüências, por meio da definição do padrão de alimentação do brasileiro.

 

“Devemos lembrar que preservar os valores culturais de um povo é uma forma de mantê-lo vivo, mas será que aquilo que estamos comendo, baseados nas diferentes influências culturais, é correto, balanceado, nutritivo e suficiente?”, pergunta a nutricionista.

 

A culinária brasileira possui todos os nutrientes necessários para uma alimentação balanceada. Porém, já foi bem mais saudável do que é hoje. Antes, a dieta era baseada em arroz, feijão, carne e salada. Atualmente, há abuso de refeições rápidas e com deficiências nutricionais.

 

“Algumas pessoas alegam que não conseguem realizar uma alimentação equilibrada, por falta de tempo. O recomendável é o consumo de verduras e legumes, uma porção de proteínas, que pode ser carne vermelha, frango, ovo ou peixe, e arroz com feijão”, completou.

 

O arroz é um dos alimentos mais importantes no Brasil e no mundo. Anualmente, seu consumo nacional chega a 70 quilos por pessoa. Quando combinado ao feijão, reúne rico valor protéico porque os aminoácidos de um são diferentes do outro. Além dos benefícios dessa combinação, é fonte de vitaminas do complexo B e o feijão é de fibras solúveis. Estas modulam os níveis da glicose sanguínea, regularizam o hábito intestinal e colaboram na eliminação de gorduras.

Conteúdo do Portal da SOCESP (28/04/2007)   [2005]
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