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Congressistas vivenciam um julgamento médico

 

No dia 30 de Abril, foi realizada a sessão Julgamento Simulado. A mesa formada pelos membros do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Dr. José Henrique Vila, Dr. Bráulio Luna Filho e Dr. Renato Azevedo Jr. (na foto esq/dir), apresentou dois casos julgados pelo CREMESP e a platéia teve a oportunidade de conhecer o processo integralmente.

 

O Dr. Bráulio, presidente da SOCESP, lembrou que os casos eram reais, mas os nomes, fictícios, que o processo seria similar ao do Conselho, lembrando apenas que, em geral, estende-se por um ano e que as partes têm ampla liberdade para se manifestar e apresentar seu ponto de vista.

 

 

O conselheiro relator avalia o caso e faz um relatório final. Um conselheiro atua como revisor e as partes podem se defender presencialmente. A não ser que seja por unanimidade, pode-se recorrer da pena e, se o médico for cassado, ainda pode se dirigir ao Conselho Federal de Medicina.

 

Depois da leitura do caso, os conselheiros, no mínimo oito, fazem perguntas para esclarecer completamente a questão. No congresso, esta tarefa foi feita pela platéia.

 

O Dr. Vila, que também faz parte da diretoria da SOCESP, destacou que se o conselheiro relator achar necessário é possível pedir perícia do paciente. Observou ainda que, independentemente da reclamação, os conselheiros avaliam a conduta total do médico, ao longo de sua carreira e do processo.

 

Na seqüência, é feita a discussão do mérito e, neste momento, pode se fazer perguntas, analisar o caso e emitir opinião. Na terceira fase, o denunciante pode se apresentar, assim como o médico, para mais uma chance de defesa do ponto de vista.

 

“O julgamento é bastante similar ao judicial, mas não há graduação da pena e a mesma é definida pelo conselheiro”, explicou o Dr. Bráulio. O Dr. Renato Azevedo Jr. acrescentou ainda que, no sistema judiciário brasileiro, não há sentenças definitivas, como pena de morte, mas que no sistema médico há: o profissional pode ser cassado.

 

Através do sistema eletrônico de pesquisa interativa, os congressistas puderam julgar e sentenciar os casos, bem como comparar com as determinações do CREMESP. A sessão foi muito instigante, animada e educativa. Foi possível perceber como é difícil julgar uma denúncia porque muitos aspectos influenciam os casos, como infra-estrutura do serviço, aderência do paciente, trabalho de equipe e outros.


Conteúdo do Portal da SOCESP (01/05/2007)   [2011]
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