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Síndrome Coronária Aguda Sem Supra ST
Este tema foi debatido pelo Dr. Leopoldo Soares Piegas, presidente do Congresso, Dr. José Soares Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear, Dr. Ari Timerman, presidente eleito da SOCESP, Dr. Eulógio Martinez Filho e Dr. Luiz Francisco Cardoso, ambos do Incor.
O Dr. José Soares Jr. atua na Medicina Nuclear e falou da eficiência da cintilografia no diagnóstico da Síndrome Coronária Aguda e na determinação do risco para Doença Coronária. “No caso de emergência, com o paciente apresentando dor torácica, com o exame é possível saber o risco para infarto”, completa.
A cintilografia é sensível para infarto e necrose miocárdica, e é capaz de detectar isquemia miocárdica aguda. Recomenda-se a Cintilografia de Perfusão Miocárdica de Repouso e Eletrocardiograma para avaliação funcional até seis horas após o início da dor.
O Dr. Ari Timerman abordou a terapêutica antitrombótica, dando ênfase aos novos medicamentos. A aspirina e o clopidogrel são coadjuvantes e mostram bons resultados na Síndrome Coronária Aguda Sem Supra ST e previnem infarto e acidente vascular cerebral. “O pré-tratamento é importante porque reduz significativamente os eventos”, observa o cardiologista.
O Dr. Eulógio apresentou os índices para selecionar pacientes para uma estratégia invasiva precoce. São eles: angina grave recente (menos de 24 horas); 3 ou mais fatores de risco para Doença Arterial Coronária; uso de AAS nos últimos sete dias; DAC desconhecida (estenose maior ou igual a 50%); depressão do segmento ST maior do que 0,5 mm; elevação de marcadores cardíacos.
O Dr. Luiz Francisco Cardoso falou das estatinas como coadjuvantes em Síndrome Coronária Aguda Sem Supra ST. Este medicamento tem importante atuação na redução do colesterol, reduz a Proteína C Reativa, melhora a função endotelial, reduz inflamação, entre outros benefícios.
Finalmente, o Dr. Leopoldo mostrou que em 30% dos casos há resistência à aspirina e ao clopidrogel, e que o diagnóstico é difícil. Essa resistência pode estar relacionada a falha de prescrição, aderência reduzida, dose inadequada e interação com outros medicamentos.
Alertou para o cuidado ao interromper o uso de clopidogrel quando o paciente precisa passar por uma cirurgia, antes de completar um ano de implantação do stent farmacológico. “A tendência é manter o uso do medicamento porque os benefícios compensam o risco de sangramento”, finaliza.

Dr. Eulógio Martinez, Dr. Leopoldo Piegas, Dr. José Soares Jr. e Dr. Ari Timerman (esq./dir.) |